Há falsificações de BIC em quais versões de cores e preço? O teto de Kika é a chance permanente de encontrar desenhos no céu azul anil que está lá fora. Parece que as visitas chegam como se nunca estivessem estado em Bernarda Alba, sul da Espanha. Você pôde notar? Agora, de uns dias pra cá é como se Bernarda Alba não tivesse se esfarelado junto com as suas possibilidade. Sabe uma casa branca, decorada com cerca branca e cortinas em tom claro? Bernarda e Davis, não o Miles, mas o Jim, pai daquele gato gordo e preguiçoso que dorme no quarto que fica entre banheiro e cozinha. Voltando à Bernarda, nem me despedi e acabou a saudade. Deixei o chaveiro com as chaves. É como se nunca tivesse subido um lance de escada para chegar a casa que dividia com Sinnead, uma coca zero chocando e um Stileto, modelo anos 90 da perfumaria. O início e o fim tem ponto de encontro numa circunferência. Com um compasso em mãos, meu nego, você fecha esse ciclo, círculo a qualquer momento. Vamos ver o dia.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
MEU PÉ DE LARANJA LIMA
pra quem seguiu essa dor até o começo, saiba que a partir de então ela foi dividida com os transeuntes.
MOLEQUE DE VESTIDINHO X JECE VALADÃO
- como faço pra conseguir o primeiro beijo?
- ele tá te esperando no portão de uma casa que é de parede e meia com a do miles davis.
- queria sentar com você naquele tambor que beijou o porta-malas.
- hoje esse lugar me recebeu com tão pouco caso, que eu esqueci que aquele tambor era azul.
- almoçou na avó da julieta venegas?
- almocei num papel alumínio.
- me explica essa fúria.
- o vale encantado não me deu boas-vindas.
- me mima.
- amanhã levo café na sua cama, depois te boto no banho e vou cuidar da sua roupa. tudo isso vestida num charmoso conjunto amarelo de xadrez vick.
- você acha que eu devo pedí-la em casamento?
- não tenho mais onde enfiar os anéis.
- como oficializamos então?
- eu compro dois ouros brancos e esculpimos de acordo com os anelares. cerimônia simples, só para quem os prefere ao sonho de valsa.
- prefiro anéis crocantes.
- não me venha com coisa de quinta.
- torrone se encaixa em qual dia da semana.
- na quinta, claro.
- se eu ressuscitar o feitiço, você oficializa nosso romance?
- faremos sexo seis vezes por noite.
- pede pra ficar comigo.
- e se você estiver eufórico? eu jamais plotaria a palavra euforia numa camiseta.
domingo, 8 de novembro de 2009
DA ORIGEM DAS COISAS E OUTROS EMBLEMAS
- desde quando fugiu daqui com seu cooper branco, as coisas não melhoraram tanto.
- cooper branco seu cu. desde que eu fugi daí com meu jeans largo, é mais cool.
- desde quando você pegou seu colete de charlotte hornes preto, a colheita não foi produtiva.
- eu não usava colete, seu falho, eram polainas. lilás como as da baby.
- por que tanta chibatada em minha tatuagem?
- é que essa menina de rabinho sempre olha pra mim com cara feia. eu sempre tenho que proteger os grandes olhos que te dei essa manhã.
- é que ela quer levar as lindas sobrancelhas como acompanhamento dos belos olhos.
- a sobrancelha agora é sua. cole nela, se quiser.
- doa se inteira vai.
- eu tenho que esperar o período de euforia.
- se eu te der um rodook você se declara para mim?
- qual modelo?
- red flash.
- prefiro o anterior, camurçado.
- e o max jones?
- ainda prefiro o texano, chuck norris na boleia.
- pode ser um M2000 renault pegeout?
- nada disso, é muito masculino.
- ou um niko modelo puig.
- olho no olho? entra pra lista das que eu-não-queria-parar-a-brincadeira-pra-vir-assistir. estoy encantada por ti, muchacho.
- está encantada. me passa uma cantada.
- vem dormir no meu travesseiro de gato xadrez.
- deixa?
- ofereço estrelinhas no teto, com a mônica na aeoronave. que tal?
- que ano?
- esse.
- amanhã eu vou lá hoje.
- é tarde, arranjei outro amor.
- ele não saberia transformar você num chafariz.
- mas sabe transformar num regador, com pretensões de chafariz, que eu prefiro.
- percebe-se uma lágrima no olho esquerdo.
- errou, nos dois.
- e se eu te der uma pochete da HD?
- eu tenho uma da benetton, amarelo ovo. como eu queria que fosse o cabelo da débora blando.
- como você me mima?
- entrando nas suas camisetas.
- cabe duas de você, então tem que me mimar duplamente.
- mimarei mais quando entrar em seus tênis africanos.
- e seu te der um shortinho da sex machine, com olhos na bunda?
- eu te arrebento porque no verão de 98, vendo 27 bundas passarem com esse olhar, meu amigo exclamou: não precisa se portar como tal, que quer dizer, como o que se é.
FER, OLHA
Não estou indo investir em ações, mas torça para que eu volte duma dessas idas e vindas de lá com alguém que aceite dormir no vão entre a minha cama e a sua. Eu sei onde ele mora, sei seu endereço, só não sei se ele merece que eu fique por lá.
Se encontrar aquela moça prazenteira que vem molhar nossa roseira, apresente-a aos cômodos da casa e sirva bem ao caixeiro-viajanete que a trouxe até você.
Do mais, vou com saudades. Se fixar só, o milton tá no radinho. Te amo tonight.
06/maio/2009
FER, FUI
Com muita cortesia, o mozart mandou tocar Gran Partita. Iurru!!!!.
Torça com unhas, dentes e pentelhos para que eu não me engrace com algum "grande ator emergente", com a melhor interpretação de hamlet que está por vir.
Comporte-se. Ouça boas músicas. Tome conta delas. Não limpe o nariz na toalha. Não beba no bico da garra, que eu descubro e importune o miles davis e sua senhora, para largar a mão de ser besta. Mande um beijo para quem vier nos visitar. Saiba o que fazer com a caixinha de bom parecer.
Saudações.
16/julho/2009
domingo, 27 de setembro de 2009
CATALOGAÇÃO
ele está na sala debruçado sobre a mesa escrevendo amenidades sobre mim com letras bem miudinhas. vez ou outra rabisca e começa de novo. é a tentativa de adeus mais orquestrada dessa última temporada. ele pede o papel, diz que tem a caneta e dá a entender que o bilhete é pra mim.
*
ele está deitado no chão, ouvindo the mamas & the papas e correndo os olhos sobre mim. dali a pouco vai dizer que não tem mais saco pra um monte de coisa, que esse seu tempo já passou. mas ela entende o que quer entender e diz que também se arriscou. cada um diz mais duas ou três coisas. depois de uma, duas ou quatro semanas ela dá adeus enquanto atravessa o corredor, para o adeus que ele tinha dito naquela noite de sexo tão solene.
*
ele está com os olhos rasos e um poema na cabeça. ela está com uma rave no estômago, com o livro do poema e zonza. ela diz: vou, ele observa. depois ela vai e o dia fica parado o dia todo às 9 em ponto da manhã.
*
ele está com roupa de gala e não me reconhece muito bem. ela está com roupa de gala e pede pra que ele comece. então ele diz adeus pelos dois. e o fim que chegou há um mês, chega de novo.
*
ele não veio se despedir. aliás, nunca se despede, nem quando vai embora. encosta os lábios no que tiver ao alcance e não se sabe se ele vai ali pegar o isqueiro ou se vai passar a luz de mel há 3000 km dali. então volta e meia eu me despeço por conta, para nunca mais ou até amanhã.
*
o tal do infinito enquanto dure.
PORTA DA GELADEIRA
Quando eu os amarei?
De minha parte, eu não sei.
Pode ser nunca. Pode ser amanhã.
(Carmen, de Bizet)
terça-feira, 25 de agosto de 2009
VERDE Q-BOA.
Eu te vomitei, minha morte, junto com uma sopa de legumes mal cozidos. Vomito quantas vezes mais precisar que você saia, seu demônio de verde-veludo.
sábado, 15 de agosto de 2009
FM
adoro o coletivo "ramalhete" pronunciado silabicamente, às terças-feiras. do mesmo modo, recuso essa solidão de quando a luz se apaga eu de novo em casa sofrendo de amor por.. (leandro e leonardo).