segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

COM QUANTOS SILÊNCIOS ADIA-SE UM ADEUS?

hoje eu passei lima na língua. fui no bloco dos sem fantasia. soltei perdigotos, errei a letra da marcha, caiu fanta na tule do meu vestido, grudou confete na minha testa. é 1992 e eu ainda quero estar na porta quando ele começar com vassourinhas. pam parãrãrãrãrã pam pam pam pãrãrãrãrã. ainda tem brilho vermelho, new wave azul e confetes por baixo do taco da velha casa. e agora, menina, tão dizendo por aí que esse samba foi o último. mas eu ainda lembro do primeiro que o vô cantarolava assim, feito canção lullaby: entrei no samba sem ninguém me conhecer, mas quando eu estava no melhor da batucada olêolê, eu vi a cuíca gemer...

nada dura mais do que lantejoulas na hora da dispersão, melão na xepa e lingerie de tule.

3 comentários:

Sérgio Luyz Rocha disse...

...com aquele que ficou por um fio, por um instante, logo depois de dizermos "muito prazer"...

Bjs quase de cinzas...

RODFERNAN disse...

GOSTEI DA PROFUNDIDADE DA FRASE, SERÁ QUE PRECISO DE UM ESCAFANDRO DENTRO DE UM COPO AMERICANO PELA METADE?
RODRIGO
BJS

Anônimo disse...

mto legal teu blog.


bjs